Geração Millennials e o turismo | Eduardo Mielke

Publicado em 18/10/2016

Série Atendendo a Pedidos – GERAÇÃO MILLENNIALS E O TURISMO: ALGUMAS PERSPECTIVAS.

Em 10.000 anos é a 1a geração nascida 100% na internet. Tem a informação fácil, se relaciona online, mas tem horror em escutar um simples “não/off-line”. Mesmo que viva no seu próprio mundo avatariano, tem convicção de que terá sucesso, e que ainda fará a diferença no mundo. Mimados por natureza, o eu eu eu dá azas ao ego sem criptonita. Se acha mesmo! Tanto que pedir ao chefe para que passe um café não soa arrogância. Também pudera, né? É só um cafezinho, o que que tem, não é mesmo?

Com 35% da força de trabalho em 2020, informação é o nome desta geração. Entretanto, de forma geral, esta não sabe muito o que fazer com aquela, talvez porque sempre esteve ao alcance. Quando esta geração decide comprar, já chega dando “aula” ao próprio vendedor e ao dono. E se informação já não é mais um problema, o que resta, então, para fazer com que um produto ou serviço se destaquem?

Experiência. Experiência e experiência. Isso. De produto e de serviço, desde a motivação do consumo, da venda até o uso. Tudo gira em torno dessa agregação de valor (in) tangível. Não é à toa que empreendedores desta geração são responsáveis pela maioria dos bistrôs, dos micro e pequenos negócios gastronômicos com aquela “pegada” do local, do artesanal, quase que de bairro mesmo. Muito provavelmente, restaurantes de centenas de lugares só farão parte da história.

Não é à toa, também, que a moda do slowfood, do actions slow estão aí, dando cada vez mais valor ao no fake, ao real. Será que se trata de uma versão slow da globalização? Não te parece que isto abre inúmeras possibilidades? Não é instigante? Mais do que isso: é deste entendimento que negócios sobreviverão! Pense nisso. Mas pense mesmo! É vital.

No mundo millenials, há pouco espaço para escala ou volume, mesmo porque uma experiência é sempre quase única, não é? Não é por acaso que se multiplicam as ações de marketing dentro da linha brandexperience, na qual experimentar virou estratégia. Parece que tal linha flerta com a possiblidade de algum tipo de ganho real para o consumidor, muito além daquele ganho óbvio. Parece que aquela frase “pense global e aja local”, nunca fez tanto sentido. Não como filosofia, mas, sim, como estratégia e posicionamento de mercado. Pense nisso, também.

Dúvidas, esclarecimentos? Pergunte!

*O professor Eduardo Mielke é doutor em Desenvolvimento Turístico na Espanha e há mais de 10 anos assessora parlamentares e gestores públicos em projetos de Turismo. Contato: eduardomielke@yahoo.com.br.

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